quinta-feira, 22 de abril de 2010

Esgotaram-se as turmas... a biblioteca tem a última palavra!

Hey! Hello! Olá! Não se importam de nos explicar o que se passa? – pediu a Marta , a medo – Estamos a um passo de ficar todos malucos !




O rapaz permaneceu calado mas os olhos que apreciaram, um por um, os elementos daquele grupo eram vivos e espelhavam uma energia brincalhona. Desviou o olhar e abraçou a mãe.

- Tu é que me ensinaste quase tudo o que sei. Desde a última vez que foste comigo ao parque em frente a nossa casa e fizemos aquele exercício de descobrir o que pensavam as crianças e os adultos que passeavam e brincavam por ali decidi que iria estudar nos livros e nos mapas tudo o que pudesse para descobrir mais coisas sobre este segredo.

- Tu só tens sete anos. Como é que consegues ler o suficiente para saberes tanta coisa? – questionou o Nuno muito admirado.



- Ele é um rapaz muito especial – declarou o velho feiticeiro para espanto de todos.


Especial, como? – perguntou o Victor recuando um pouco.

- Vocês foram testemunhas do que ele é capaz! É um feiticeiro e dos bons. É tão bom que nem eu percebi que tudo o que estava a acontecer só podia vir de alguém como ele! Chama-se Alexandre. É meu neto. Ainda anda a experimentar os extraordinários poderes que tem. Como todas as crianças é curioso e às vezes faz travessuras.

- Pai!? – gritou a senhora de quem não se sabia o nome.

- Avô!? – exclamou o Alexandre arregalando os olhos negros de âmbar.

- Já agora, só falta saber onde está o pai do Alexandre! – pronunciou o Victor quase divertido.




- Pois… por que acham que me refugiei naquele castelo terrífico? Por engano, transformei o Frederico, o meu filho, naquele… papagaio. Desde aí decidi que iria viver num buraco escuro. Experimento dia e noite a poção mágica para anular o feitiço mas tem sido tudo em vão. Lamento muito, minha querida! – lamentou o mago acariciando a mão que a filha lhe oferecia.

Ainda não recuperada do choque nem da emoção, a filha apresentou-se com uma voz tremida:

-Sou a Rosalinda. Pertenço a este clã de feiticeiros mas sempre quis ter uma vida normal. Não escondi nada do meu filho porque sabia que ele teria de passar por isto para perceber melhor a dimensão dos seus poderes e aprender a usá-los. Já fez um bom exercício. Lamento muito o que vos tenha apanhado nos seus truques.


- Nós também fomos curiosos e entramos na casa amarela à procura de aventura …


- E esta foi das grandes!

- Já agora, antes que a história a acabe. O que é que vai acontecer ao papagaio?

Ficaram sem resposta.

De repente, materializaram-se na mesma casa amarela com telhado vermelho.

O Victor segurava na mão um livro “Serpentes a bordo”. Sentado numa cadeira de baloiço estava um velhinho entretido com um livro sobre truques mágicos. Naturalmente, o velho senhor levantou os olhos do livro dizendo:

- Com que então, temos visitas? O que é que vos traz por cá?

Antes que respondessem entrou um rapazinho com cerca de sete anos, de rosto afogueado que correu em direcção ao avô e parou ao seu lado para lhe dizer num grande frenesim:


- Avô o papagaio não pára de repetir Alex, Alex, Alex, Alex…

- Não se cumprimentam as visitas? – perguntou o avô com ternura

Voltando-se o rapazito desculpou-se educadamente:

- Não reparei, bem-vindos a nossa casa. A mãe está a preparar um lanche. Teríamos muito prazer se nos fizessem companhia.

- É claro! - responderam os amigos percebendo que não comiam há horas.

Sentaram-se numa cozinha muito acolhedora e limpa, beberam chá e sumo de maracujá. O papagaio, empoleirado no peitoril da janela, esvoaçou e desapareceu momentaneamente, voltando depois com uma rosa vermelha que deixou cair no colo da mãe de Rosalinda.


Não pensem os leitores que se tratou de um sonho de qualquer um dos três amigos. Foi a melhor aventura que viveram na vida… embora ninguém acredite que se trate de uma história verdadeira.





                                                                          FIM



Esta história foi inventada pelos alunos do 2º ciclo e os seus pais em colaboração com os professores de Língua Portuguesa e de Estudo Acompanhado. A biblioteca escolar funcionou como elo de ligação entre todos.



                                            23 de Abril de 2010 – Dia do Livro

A caneta está na mão dos pais...

Apesar da grande concentração do mágico, o efeito não foi o que se esperava naquele momento. Quando o mágico pronunciou as suas palavras, uma das aranhas começou a mexer-se violentamente ao mesmo tempo que se sentiram uns movimentos e uns ruídos muito estranhos. As crianças não sabiam o que se estava a passar mas, de repente, apareceu junto deles uma senhora que tinha um cabelo que lhe caía, em cachos, até aos ombros. O seu vestido era branco como a neve e estava salpicado de estrelinhas que brilhavam como diamantes ao sol. Tinha, na cabeça, um chapéu em bico e, nos pés, uns sapatos de prata .


O Nuno, a Marta e o Victor estavam espantados, mas esta não foi a única surpresa. A criança que ali tinha aparecido e que dali queria sair, estava, agora, toda vestida de preto: camisola, calças, capa e sapatos. Tinha uns óculos com uma armação preta, um apito prateado pendurado no pescoço e umas luvas brilhantes na mão.

O Nuno, a Marta e o Victor estavam espantados, mas esta não foi a única surpresa. A criança que ali tinha aparecido e que dali queria sair, estava, agora, toda vestida de preto: camisola, calças, capa e sapatos. Tinha uns óculos com uma armação preta, um apito prateado pendurado no pescoço e umas luvas brilhantes na mão.


Ignorando todos os presentes, aquela figura feminina que mais parecia uma mistura de Branca de Neve com Gata borralheira e Bela Adormecida dirigiu-se ao rapaz que fazia mesmo lembrar um ilusionista com um toque de Harry Potter :

Já basta, meu filho, já basta! Estou tão cansada! Levaste muito longe essa mania dos truques de magia. Vamos voltar para casa. Tenho mantido o hall de entrada limpo e o jardim arranjado mas não tenho tempo para fazer mais nada. Tenho de vigiar constantemente os teus passos.

6ºD - O cozinheiro aceita a proposta!

O cozinheiro olhava um pouco atrapalhado para as caras ansiosas das crianças que tinha à sua frente mas não queria ceder ao pedido.


-Não, nem pensem, ninguém sai daqui!

-Ninguém sai daqui! Ninguém sai daqui! - repetia o papagaio rindo.

Mas nem o mago nem as crianças estavam com vontade de rir ou brincar.

-Duvidas de mim? Eu honro as promessas que faço! - declarou o mago enfrentando o cozinheiro enorme.

- Ok! Aceito a tua proposta, mas lembro-te desde já que sou um cozinheiro feiticeiro e posso transformá-los a qualquer momento em bonecos de chocolate tal como já aconteceu com aquele ali – ameaçou apontando para o Nuno.

O velho mago não podia falhar, fez um esforço de concentração, agitou a varinha no ar e gritou:

Abracadabra giragibum

Esquece o passado

e volta ao comum!

6º D

19 de Fevereiro de 2010

Profs. Rute Afonso e Carlos Alberto Carvalho

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

6ºA - Quem é a criança?

Quando se sentiu livre, Nuno levantou a amiga no ar e abraçou de seguida o Victor e o Mago piscando o olho ao papagaio.


Já se dirigiam em animada conversa a uma porta que dali avistavam quando bateram de frente nalguma coisa. Olhando para cima, viram um enorme cozinheiro, com um enorme avental branco, de colher de pau no ar. Na cara empoeirada tinha um sorriso misterioso.

Abriu a boca para falar e o seu vozeirão obrigou-os a dar um passo para trás:

- Daqui ninguém sai! Quem veio à procura das “Serpentes a bordo” não pode voltar ao mundo para contar o que viu!

- Deixa-os ir, eu ajudo-te a enfeitiçá-los de tal maneira que se esqueçam completamente do que viram, do que ouviram e do que viveram! – propôs-se o mago.


Foi então que se aproximou uma criança saída detrás de uns sacos de cacau a choramingar:

Deixa-me ir com eles também… tenho saudades dos meu quarto, da minha mãe e do meu avião de luzes que piscam. Por favor!



6º A

Prof. Carla Morais

6ºC - Papagaio brincalhão...

-OH! Espantou-se a pequena aventureira correndo descontroladamente em direcção ao grupo de “clones”, sem reparar nos sacos de chocolate em pó espalhados por ali. Tropeçando num deles caiu sobre outro e quando se levantou estava completamente coberta de castanho.


-Ah! Ah! Ah! – riram-se em coro o Victor e o Mago.

- Ah! Ah! Ah! – repetiu uma voz já conhecida

Espantadíssimos perguntaram ao papagaio:

Como é que vieste aqui parar?

Mas vocês estão mesmo sem norte, até o mestre se esqueceu de que somos inseparáveis?! Quando veio puxado pelo feitiço eu vim com ele. Como fiquei um pouco tonto e sem pio deixei-me ficar quietinho por instantes.

- Que confusão! – desculpou-se o mago – Interessa é que estás aqui e como não disseste nenhuma vez as palavras mágicas elas podem dar certo. Experimenta, não há tempo a perder!


A velha ave pigarreou e proclamou com voz rouca e solene:



Abradacabra giragibum

Agora só falta mais um!





Sem que nada o fizesse prever um grande caldeirão de água a escaldar entornou-se sobre o tapete rolante, derretendo a base dos bonecos que faziam lembrar os coelhinhos da Páscoa. Um deles pôs-se aos pulos. Era o Nuno.

Foi assim que a Marta teve, finalmente, a grande oportunidade de se deliciar com chocolate e ajudar o seu amigo a livrar-se daquela carapaça doce e gostosa.

Comeu até enjoar.



6ºC

27 de Janeiro 2010

Prof. Deolinda Gonçalves

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

5º C - Que surpresa!

  A Marta, apavorada, dirigiu-se aos berros ao mago atingindo-o com pequenos socos no peito.


- O que lhe fizeste? Onde está o Nuno? Prendeste-o nas masmorras e vais torturá-lo até à morte? É isso?

- Tem calma, ouve-o – disse o Victor afastando-a do feiticeiro.

- Eu não sei o que fazem aqui, não prendi ninguém, nem sequer sei o que estou aqui a fazer! - exclamou o mágico não menos surpreendido com toda aquela situação.

- Por favor, faz com que o nosso amigo volte! - Pediu a Marta juntando as mãos em frente ao velho, como se estivesse a rezar.

- Desculpem, não vos avisei de que o feitiço só se realiza duas vezes! Estamos numa enrascada. Precisava de consultar o meu Livro de Feitiçaria mas não o tenho aqui! Vamos pesquisar com todo o cuidado esta fábrica de chocolates. Tenho a certeza de que a solução está aqui mesmo.

Olharam para todos os lados procurando estar atentos a todos os pormenores. Foi o Victor que reparou num pequeno exército de Nunos de chocolate que saía no tapete rolante de uma máquina ao fundo...

5º C – Prof. Carla Morais

                                

O 5º B é o seguinte...

Quando a viu, o amigo deu-lhe um grande abraço e combinaram dizer mais as


palavras mágicas. Cheios de coragem entoaram juntos:

Abracadabra giragibum
 que apareça  aqui mais um!

E apareceu... o mágico!



A Marta, apavorada, dirigiu-se aos berros ao mago atingindo-o com pequenos socos no peito. - O que lhe fizeste? Onde está o Nuno? Prendeste-o nas masmorras e vais torturá-lo até à morte? É isso? - Tem calma, ouve-o – disse o Victor afastando-a do feiticeiro. - Eu não sei o que fazem aqui, não prendi ninguém, nem sequer sei o que estou aqui

a fazer! - exclamou o mágico não menos surpreendido com toda aquela situação.

- Por favor, faz com que o nosso amigo volte! - pediu a Marta juntando as mãos em frente ao velho, como se estivesse a rezar. - Desculpem, não vos quero assustar mas tenho de vos dizer que qualquer feitiço só tem efeito duas vezes com as mesmas pessoas! Estamos numa enrascada. Precisava de consultar o meu Livro de Feitiçaria mas não o tenho aqui! 


Vamos pesquisar com todo o cuidado esta fábrica de chocolates. Temos de encontrar uma solução aqui mesmo. Olharam para todos os lados procurando estar atentos a todos os pormenores. Foi o Victor que reparou num pequeno exército de Nunos de chocolate que saía no tapete rolante de uma máquina ao fundo...



5º C

Prof. Carla Morais