quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

6ºA - Quem é a criança?

Quando se sentiu livre, Nuno levantou a amiga no ar e abraçou de seguida o Victor e o Mago piscando o olho ao papagaio.


Já se dirigiam em animada conversa a uma porta que dali avistavam quando bateram de frente nalguma coisa. Olhando para cima, viram um enorme cozinheiro, com um enorme avental branco, de colher de pau no ar. Na cara empoeirada tinha um sorriso misterioso.

Abriu a boca para falar e o seu vozeirão obrigou-os a dar um passo para trás:

- Daqui ninguém sai! Quem veio à procura das “Serpentes a bordo” não pode voltar ao mundo para contar o que viu!

- Deixa-os ir, eu ajudo-te a enfeitiçá-los de tal maneira que se esqueçam completamente do que viram, do que ouviram e do que viveram! – propôs-se o mago.


Foi então que se aproximou uma criança saída detrás de uns sacos de cacau a choramingar:

Deixa-me ir com eles também… tenho saudades dos meu quarto, da minha mãe e do meu avião de luzes que piscam. Por favor!



6º A

Prof. Carla Morais

6ºC - Papagaio brincalhão...

-OH! Espantou-se a pequena aventureira correndo descontroladamente em direcção ao grupo de “clones”, sem reparar nos sacos de chocolate em pó espalhados por ali. Tropeçando num deles caiu sobre outro e quando se levantou estava completamente coberta de castanho.


-Ah! Ah! Ah! – riram-se em coro o Victor e o Mago.

- Ah! Ah! Ah! – repetiu uma voz já conhecida

Espantadíssimos perguntaram ao papagaio:

Como é que vieste aqui parar?

Mas vocês estão mesmo sem norte, até o mestre se esqueceu de que somos inseparáveis?! Quando veio puxado pelo feitiço eu vim com ele. Como fiquei um pouco tonto e sem pio deixei-me ficar quietinho por instantes.

- Que confusão! – desculpou-se o mago – Interessa é que estás aqui e como não disseste nenhuma vez as palavras mágicas elas podem dar certo. Experimenta, não há tempo a perder!


A velha ave pigarreou e proclamou com voz rouca e solene:



Abradacabra giragibum

Agora só falta mais um!





Sem que nada o fizesse prever um grande caldeirão de água a escaldar entornou-se sobre o tapete rolante, derretendo a base dos bonecos que faziam lembrar os coelhinhos da Páscoa. Um deles pôs-se aos pulos. Era o Nuno.

Foi assim que a Marta teve, finalmente, a grande oportunidade de se deliciar com chocolate e ajudar o seu amigo a livrar-se daquela carapaça doce e gostosa.

Comeu até enjoar.



6ºC

27 de Janeiro 2010

Prof. Deolinda Gonçalves